Postado em 03/05/2023
As últimas pesquisas do IBGE mostram que há uma probabilidade de no ano de 2050, haver mais de 66 milhões de pessoas com idade acima de 60 anos no Brasil. Este número é três vezes superior ao que existe hoje. Por isso é preciso criar maneiras de cuidar, prevenir e oferecer qualidade de vida para este público, atendendo as demandas de doenças e problemas que começam a partir desta idade. Dentro deste critério, é que cada vez mais existe a procura pelo médico especializado em geriatria que atende este público em específico, buscando um envelhecer saudável.
Isso tudo em decorrência do aumento da expectativa de vida e das melhores condições que as pessoas têm hoje, com acesso mais facilitado à saúde, educação, trabalho e entretenimento. Pensando que com este aumento considerável de pessoas idosas, é fundamental trabalhar na prevenção de doenças, promoção da saúde, para que a população chegue na terceira idade com qualidade de vida. Além disso, é importante investir nesta especialidade médica para evitar uma sobrecarga no Sistema único de Saúde, SUS e nos hospitais particulares.
Este cuidado ampliado, existe em função de que a partir dos 65 anos aproximadamente, as pessoas começam a desenvolver alguns problemas de saúde. Entre os mais comuns estão as demências, disfalgia, redução ou perda do equilíbrio, incontinência urinária, doenças crônicas como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outras.
Assim como todas as demais clínicas ou consultórios, é preciso ter atenção, cuidado, carinho e um atendimento humanizado com todos os pacientes. Mas estas características se sobressaem quando o atendimento é para idosos.
Muitas vezes pelas limitações físicas, intelectuais e posturais, o atendimento aos pacientes idosos, principalmente nas clínicas com especialidade em geriatria, o atendimento humanizado e personalizado deve ser ratificado. O respeito, educação e carinho na relação com o paciente e o suporte durante a consulta, deve ser uma das regras dentro do ambiente de saúde. Pensando que nem todos os idosos que vão até o médico geriatra, estão acompanhados de algum familiar ou cuidador, nestes casos, o cuidado deve ser redobrado.
Além de treinamento de pessoal para fazer o atendimento de qualidade, a clínica precisa ter ainda toda a estrutura física preparada para receber este público.
Oferecer acessibilidade é o primeiro passo para receber com qualidade. Desde a entrada, a partir da rua, deve haver este cuidado, porque nunca se sabe como são as condições físicas do paciente. Então o espaço precisa estar preparado para receber um cadeirante, pessoas com problemas de locomoção, com problemas de visão, analfabetos ou com outras limitações.
Instalar corrimão, evitar escadas, instalar barras de proteção nos banheiros além de portas mais largas que permitam a entrada de cadeira de rodas ou outros equipamentos de segurança que o idoso faça uso, é fundamental.
No atendimento ao paciente, desde o momento de marcar a consulta, mesmo que a tecnologia e os sistemas de gestão estejam presentes em praticamente 100% dos espaços, nem todos os idosos estão familiarizados com isso. Por isso, ainda use o telefone fixo como uma das formas de marcar consulta, ou de lembrar o horário de atendimento, intercalando com outros sistemas como aplicativos ou whatsapp.
Já no consultório, tenha macas, poltronas e outros equipamentos que o paciente precisa usar, com toda a acessibilidade e cuidado para evitar quedas.
Os profissionais que trabalham na clínica precisam passar por treinamento e estar preparados para atender e receber as pessoas idosas. Ter paciência no trato, para ouvir, entender e esclarecer dúvidas é o primeiro passo para cativar e fidelizar seus pacientes.
Ainda, alguns pacientes têm dificuldade de compreensão ou até mesmo, em função da demência, apresentam esquecimento dos sintomas que estão vivendo. é nestes casos que ter paciência é fundamental para entender e ouvir tudo o que ele tem para dizer, para em seguida dar o seu parecer ou diagnóstico.
Sabemos que as pessoas, depois de uma certa idade, apresentam algumas limitações nos movimentos ou algumas restrições psicológicas, mudando a visão do que tem ao redor. Nestas situações os profissionais precisam identificar estes detalhes e saber atender o paciente de acordo com as suas necessidades.
Mantenha um contato com o paciente mesmo após o diagnóstico e a sugestão de tratamento. É importante entrar em contato para fazer um acompanhamento se o tratamento está surtindo efeito. Desta forma se cria uma relação de confiança e proximidade com o paciente e seus familiares. Assim, o idoso se sentirá seguro e bem amparado, se sentindo à vontade em voltar para a clínica.
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