Postado em 13/06/2023
A vida, a rotina diária, seja de trabalho, estudo e dar conta da vida pessoal e familiar, tem ocupado cada vez mais o tempo das pessoas que estão deixando de lado o descanso, lazer ou fazer alguma atividade que dê prazer e relaxamento. Isso tudo incrementado com o dinamismo da internet, redes sociais que aceleram ainda mais todo o processo, deixa as pessoas elétricas e sentindo a necessidade de acompanhar e dar conta de tudo ao mesmo tempo. Isso tudo tem causado inúmeros problemas e afetado principalmente a saúde mental da população.
Além disso, e com a ajuda da pandemia que fez as pessoas mudarem a rotina, se isolarem, muitos precisaram deixar seu trabalho, ou foram demitidos, empresas faliram, fazendo com que este problema se agravasse. Quando já se vinha identificando transtornos mentais, como transtorno de ansiedade, transtorno bipolar, especialmente depressão em crianças e adolescentes, se intensificou ainda mais, estendendo também para uma parcela da população adulta.
As crianças foram obrigadas a se afastar do ambiente escolar e das atividades, do convívio social, que é muito importante principalmente nesta fase. Isso tudo foi substituído ainda mais pela internet, pelas redes sociais e pelo imediatismo das telas.
Um estudo feio pelo Instituto de Psiquiatria da USP, que encerrou em abril de 2021, apontou que em um universo de aproximadamente 7 mil crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 17 anos, 26% apresentaram sintomas clínicos de ansiedade e depressão. Estas pessoas diagnosticadas com problemas de saúde mental, já precisaram de atendimento especializado, com medicação e sessões de terapia para ter uma melhor qualidade de vida.
Mesmo com o fim da pandemia e a voltando a “rotina”, muita coisa mudou do que era chamado de “normal”. Muitas empresas optaram pelo home office, ou o trabalho em casa, sem o contato com pessoas, assim também muitas faculdades ampliaram o número de cursos ofertados a distância, ou seja, EAD.
Com esta realidade, aumentou muito a procura por médicos psiquiatras e psicólogos e de olho neste nicho, é que muitos estudantes estão se especializando nestas áreas específicas.
Desde que surgiu a faculdade de medicina, a busca por este curso sempre foi muito grande, independente da especialidade. Mas nos últimos anos, pela crescente demanda, a área da psiquiatria tem sido a opção de muitos médicos recém-formados.
Mas a especialização em psiquiatria vai muito além da área financeira, é preciso avaliar outros fatores que envolvam a carreira e o trabalho de um psiquiatra. Quem busca por esta especialização, pode optar por trabalhar em outras subáreas como a Psiquiatria infantojuvenil, a Psiquiatria Forense, a Psicogeriatria, além de outras focadas em clínica.
Em função do aumento da procura, ligado as questões que citamos acima, a carreira de Psiquiatria apresenta um déficit no Brasil. Um relatório elaborado pela USP, faz uma correlação da carreira com outras especialidades médicas no Brasil.
Existem menos de 12 mil psiquiatras com registro no Brasil;
Isso se refere a 2,8% da quantidade de médicos;
Deste número, 55,1% são homens e 44,9% são mulheres;
É importante destacar que existem vagas nas cidades do interior em vários estados do
Brasil, além de órgãos públicos, sempre com salários bem interessantes. Nestas cidades, é mais fácil ser aprovado em concurso pela baixa concorrência. Vale a pena investir.
Diante da diversidade de opções de especialização a seguir, a Psiquiatria é um caminho bastante próspero, tanto financeiramente quanto profissionalmente. O psiquiatra tem a linda missão de auxiliar as pessoas a resolverem seus problemas internos e ter uma melhor qualidade de vida.
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