Quatro universidades federais ligadas à Fundação Otorrinolaringologia - FMUSP, FMUFRJ, FMUFP E FMUFB - ganham conceito A da ABORL-CCF e duas, também parceiras - UERJ e ULBRA-RS - conseguem conceito B.
Postado em 05/07/2010
Essa foi uma semana de comemoração para a o corpo diretor da Fundação Otorrinolaringologia. Quatro universidades federais ligadas a ela - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, Faculdade de Medicina da Universidade do Paraná, Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia - conseguiram o conceito A na avaliação dos serviços de residências médicas em Otorrinolaringologia pela ABORL-CCE - Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.
"Receber o conceito máximo é um privilégio para o HCFMUSP e também, a certeza de que todos os serviços que colocamos a disposição dos residentes estão bem estruturados e contam com uma excelente equipe de professores para ensino e esclarecimento de dúvidas. Através de avaliações como essa, descobrimos que estamos no caminho certo. A evolução do estudo da Otorrinolaringologia no Brasil e, especialmente, em São Paulo, tem sido bem avaliada em vários países que visito e tudo isso só é possível com todas as pesquisas e atividades que desenvolvemos dentro do HCFMUSP", disse Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, professor titular do Departamento de Otorrinolaringologia do HCFMUSP.
Na Universidade Federal da Bahia, o Prof. Dr. Marcus Lessa também comemorou. "Na classificação anterior há cerca de cinco anos, conseguimos o conceito B+ e, nesse ano, o conceito A, o que muito nos honra e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. E essa meta só foi alcançada com toda a estrutura armada há mais de 15 anos, pela equipe chefiada pelo do Prof. Dr. Hélio Andrade Lessa, que iniciou um caminho que temos trilhado até agora", disse Prof. Marcus Lessa, Coordenador da Residência Médica em Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UFBA.
Segundo ele, a pontuação recebida se deve a linha acadêmica seguida pela Universidade Federal da Bahia, na qual os residentes entram em contato, ao longo de três anos, com ótimos profissionais para o ensino, pesquisa e extensão da profissão. Referência no Estado da Bahia, o programa de residência médica em Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas da UFBA é escolhido habitualmente pelos primeiros colocados no concurso para residência médica organizado pela COREME (SUS - Bahia). "Nossos residentes, atualmente, contam com um serviço bem estruturado e todo esse trabalho melhorou o nosso conceito dentro da avaliação séria e minuciosa da ABORL-CCF", continuou ele.
Para o Prof. Lessa, a Fundação Otorrinolaringologia também auxilia de forma decisiva nessa melhoria de conceito. "Através dela, vários cursos teóricos e práticos de dissecção de cunho nacional e internacional têm sido realizados no serviço. Com o apoio da Fundação Otorrinolaringologia, o serviço inaugurou o Centro de Estudo e Pesquisa Prof. Hélio Lessa, composto por uma Biblioteca, uma Videoteca e uma sala de informática com internet em banda larga e livre acesso ao portal de periódicos do CAPES", finalizou o professor.
Para o Prof. Dr. Roberto Campos Meirelles, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a avaliação da ABORL-CCF é importante e feita com critérios rígidos, sempre aprimorados. "Esta classificação orienta os alunos interessados em fazer residências médicas e permite que ele saiba como é o serviço onde está pleiteando ou concorrendo a uma vaga. Pode diminuir um pouco os locais de formação, mas em prol da qualidade, ela é desejável", disse o professor, cuja universidade recebeu conceito A.
Paraná e Rio Grande do Sul
"Foi com grande satisfação que recebi a classificação A para o HC de Curitiba. É importantíssima a avaliação dos serviços de todo o País, pois faz com que se eleve o nível em todo o Brasil. E, ao mesmo tempo em que os que tiraram conceitos baixos, vão procurarem melhorar para conseguir conceitos maiores, os que receberam conceitos A lutarão para se manter nesse grupo", disse o Prof. Dr. Marcos Mocellin, responsável pela Universidade Federal